Empreendedorismo

26/01/2021 / 4 meses ½ atrás

Importância do Código de Barras na NF-E

Importância do Código de Barras na NF-E

Fonte: Imagem do acervo do site Pexels.

 

Prestadores de serviços e comerciantes precisam inserir, desde 2011, um código de barras em suas notas fiscais eletrônicas (NF-e). No entanto, passados quase 10 anos, ainda há muita desinformação a respeito do assunto.

 

Neste artigo vamos te mostrar o que você precisa fazer e qual é a importância do código de barras na NF-e.

 

Antes de qualquer coisa, é importante que você conheça algumas siglas e termos que aparecem nesse contexto. Por isso, vamos começar explicando o que é um código de barras e o conceito por trás de siglas como GTIN, cEAN e outras.

 

Como resultado, será mais fácil para você entender porque ter um código de barras nas NF-e é não só obrigatório como importante!

 

Boa leitura!

 

O Que é o Código de Barras

 

Com toda certeza você já viu um código de barras por aí.

 

Eles estão em todos os produtos que compramos, desde uma simples caneta até a caixa de um eletrodoméstico ou um jogo de tabuleiro. Enfim, por ser obrigatório, temos acesso a diversos códigos de barra no nosso dia-a-dia.

 

E isso é tão natural que nem nos damos conta!

 

Mas, você sabe o que é um código de barras e para que ele serve?

 

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o código é um conjunto de barras pretas e brancas que juntas formam o número de identificação de cada produto.

 

Portanto, cada produto disponível nas prateleiras do mercado possui um número e, em nenhum outro lugar esse número vai se repetir.

 

Com isso, podemos dizer que o código de barras funciona como uma espécie de RG. Assim, cada produto que é comercializado pode ser identificado a qualquer momento.

 

É o que acontece, por exemplo, quando você vai ao supermercado e, para pagar, o caixa passa os produtos em um leitor que identifica e reconhece o código de barras.

 

O número do código de barras: como é feito?

 

Bem, como você deve imaginar, para ter um código de barras não basta colocar qualquer número.

 

Atualmente, chamamos de Global Trade Item Number (GTIN) o número que identifica cada produto. Esse GTIN possui, geralmente, 13 dígitos. 

 

Dá uma olhada na imagem de um código de barra que separamos. A partir dela é possível entender melhor como é formado o número do código de barras.

 

Fonte: Imagem do acervo do site IBID.

 

 

Por esse exemplo, você pode ver que os 3 primeiros números são a identificação do país de origem do produto. Nesse caso, o 789 corresponde ao Brasil, assim como o 790, quando aparecer.

 

Para a segunda sequência “8357”, temos que ela identifica a empresa que fabricou a mercadoria. Esse número pode ser de 4 a 7 dígitos.

 

Na sequência, a terceira parte representa o número do produto. Cada empresa pode identificar seu produto mudando essa sequência.

 

Por fim, temos o dígito verificador, que é gerado pelo sistema.

 

Se você tem uma empresa e precisa criar os códigos de barras para seus produtos, precisará entrar em contato com empresas que prestam este tipo de serviço. Aqui no Brasil, existem diversas empresas que gerenciam a criação de novos códigos de barras.

 

Dentre as empresas disponíveis no mercado, a EAN Global Conceito Job se destaca.

 

E é sobre ela que falaremos agora:

 

A Ean Global Conceito Job

 

De acordo com o site da própria empresa, ela se destaca por prestar um serviço de qualidade com foco na otimização dos processos da área comercial.

 

Para que isso seja possível, a EAN Global oferece códigos de barras com preços acessíveis, principalmente para quem não tem capacidade de fazer altos investimentos.

 

Nesse sentido, parte dos esforços dessa empresa está voltado para o fomento do empreendedorismo. Afinal, garantindo a automação por meio dos códigos de barras mais baratos, a EAN Global possibilita que mais empreendedores possam ter acesso às vantagens desse sistema.

 

Outro ponto importante sobre o serviço prestado pela empresa está no fato dela atuar de forma remota. Isso faz com que todo o processo se torne mais rápido e eficiente aos clientes.

 

Gtin e a Padronização do Código de Barras na NF-e

 

Em outro momento do texto falamos que o GTIN é a maneira como chamamos um código de barras.

 

Esse acrônimo, que em português significa Número Global de Item Comercial, é um identificador mundial tanto de produtos quanto de serviços.

 

De acordo com a Nota técnica 2017.001, versão 1.0, que trata do projeto da nota fiscal eletrônica, o GTIN deve ser atribuído para qualquer item, sendo ele um produto ou serviço. Essa regra vale para qualquer item “que pode ser precificado, pedido ou faturado em qualquer ponto da cadeia de suprimentos” (NT 2017.001).

 

Para que você possa ter acesso a essas chaves, você precisa contratar os serviços de empresas como a EAN Global conceito Job, da qual já falamos anteriormente.

 

 

 

De modo geral, o GTIN distingue um produto do outro e cria um padrão de identificação. A partir disso, de uns anos para cá, passou-se a considerar a utilização desse mesmo tipo de código também nas NF-e. E assim está sendo feito no mundo todo!

 

Todo código GTIN precisa estar cadastrado no Cadastro Centralizado de GTIN (CCG). Este cadastro, por sua vez, funciona como um banco de dados para que não haja produtos ou serviços duplicados.

 

O CCG está integrado com o Cadastro Nacional de Produtos (CNP). Assim, todos os produtos são interligados por uma rede que não permite que existam dois códigos iguais.

 

GTIN e o código de barras na NF-e

 

Em virtude da necessidade de criar um controle maior do que está sendo vendido no Brasil, utilizar o GTIN como referência é fundamental. 

 

Isso acontece porque cada código é único e, assim, as Secretarias da Fazenda (SEFAZ) de cada estado conseguem ter um maior controle sobre a compra e venda. Com isso, é possível aumentar a segurança e melhorar a logística de todos os produtos que são comercializados diariamente.

 

Para que você tenha uma ideia mais clara de onde vai encontrar um código de barras na NF-e, veja o exemplo da imagem que segue:

 

Na imagem, você pode perceber que o GTIN está destacado com um retângulo tracejado. Lembrando que essa NF-e não tem valor fiscal e é apenas um exemplo.

 

A partir de agora, sempre que você tiver em mãos uma nota fiscal, vai encontrar com facilidade seu código GTIN. Isso se deve ao fato de que a localização do código de barras é a mesma em qualquer nota eletrônica.

 

De onde vem o código GTIN que está nas NF-e?

 

Esse GTIN será gerado pelo sistema de notas adotado pela empresa.

 

Outro ponto, ele também estará sempre de acordo com as normas da SEFAZ de cada estado.

 

Ao cadastrar um produto no sistema de emissão de NF-e, o responsável terá dois espaços para preencher que são: cEAN e o cEANTrib. Depois que ele preencher esses espaços e concluir uma nota fiscal, se tudo estiver correto, o sistema da SEFAZ autoriza a conclusão do documento fiscal.

 

Desse modo, o GTIN da NF-e será gerado e quando algum cliente ler o código de barras terá acesso às informações sobre a procedência dos produtos ou serviços.

 

Agora, se você prestou atenção, deve ter percebido que surgiram duas novas siglas ali no meio do texto: cEAN e cEANTrib. Antes que fique confuso, vamos te explicar o que elas significam:

 

cEAN E cEANTrib e a Importância deles para o GTIN da NF-e

 

Para que você entenda o que essas duas siglas significam, precisamos de um pouco de história.

 

Em suma, o EAN é a forma antiga de chamar o GTIN, ou seja, como o código de barras era chamado. EAN significa European Article Number e é construído da mesma maneira que já explicamos para o GTIN.

 

Acontece que, com o tempo, surgiu a necessidade de globalizar esse sistema de código de barras e, para isso, adotou-se a nova nomenclatura de Global Trade Item Number.

 

Mas, como o EAN ainda está sendo utilizado, alguns dados que você precisa preencher em uma NF-e continuam com esse nome.

 

Explicado isso, vamos agora te mostrar o que significam, afinal, cEAN e cEANTrib:

 

cEAN

 

Em resumo, o cEAN é o código GTIN do produto que será faturado na NF-e. Ou seja, é o código do produto que vai aparecer descrito na nota fiscal.

 

Só para ilustrar, trata-se do código de barras que vai impresso em um fardo ou caixa de um produto. 

 

 

cEANTrib

 

Em contrapartida, o cEANTrib é o código de barras do produto que será tributado.

 

Em outras palavras, é o código de barras que vemos nas embalagens de produtos que compramos no varejo, de maneira individual.

 

Diferença entre cEAN e cEANTrib

 

Para que você entenda a diferença desses dois códigos, vamos te dar um exemplo:

 

Se você for ao mercado verá que as caixinhas de leite vêm em caixas maiores, com pelo menos 12 unidades. Quando você olhar na caixa grande, vai perceber que há um código nela, esse código é o cEAN.

 

Agora, se você procurar pelo código de barras da caixinha de 1 litro de leite, vai ver que ela contém outro código, diferente do primeiro. Neste caso, o código é o cEANTrib.

 

A diferença entre os dois é de que o primeiro código é necessário para que os fardos de leite possam ser faturados nas NF-e e até mesmo vendidos por atacado. Enquanto que o segundo código, o cEANTrib serve para fazer a tributação do produto e também para ser vendido, geralmente, no varejo.

 

Quando um produto tem sua venda feita somente em embalagens individuais, os dois códigos (cEAN e cEANTrib) são iguais.

 

Obrigatoriedade do Uso de Gtin

 

Como registro de lei, o GTIN já é obrigatório desde 2011 aqui no Brasil. No entanto, foi somente a partir de 2018 que começou o processo de validação pela SEFAZ.

 

A princípio, até o final do ano de 2018, todas as CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) deveriam emitir NF-e com GTIN.

 

Porém, desde a publicação da NT 2017.001, versão 1.50 (em dezembro de 2018), o processo está previsto como “implementação futura”.

 

Apesar disso, nossa recomendação é de que todos os prestadores de serviços, fabricantes, distribuidores, atacadistas, varejistas e qualquer outro emissor de NF-e, adotem o GTIN em suas notas.

 

Para acompanhar as novidades do sistema de NF-e, você pode acessar o site da nota fiscal eletrônica. Lá além de acompanhar todas as Notas Técnicas, você também pode acessar uma série de informações importantes.

 

 

A Importância do Código de Barras na Nfe

 

Sem dúvidas, poder rastrear os produtos que compramos e vendemos é muito bom. Ao longo deste artigo, já mostramos como o código de barras, ou GTIN, tem papel fundamental para que isso seja viável.

 

Afinal, ele é responsável por diferenciar cada produto ou serviço que tem valor de mercado. Com isso, também consegue nos dar as informações mais precisas a respeito de cada item.

 

Nesse sentido, o GTIN, por permitir a recuperação de qualquer informação envolvida no processo de produção de bens e serviços, é essencial. Sendo que essa cobertura vai desde a matéria-prima até o produto final.

 

Além disso, a presença de código de barras nas notas fiscais eletrônicas também traz outras vantagens como:

 

  •           melhoria na gestão e controle dos produtos;
  •           mais eficiência no controle de estoque;
  •           maior agilidade na logística;
  •           por facilitar o rastreio, aumenta a segurança do transporte;
  •           diminuição de falsificações, fraudes ou mesmo de desvios;
  •  

Enfim, esperamos que você tenha entendido melhor qual é a importância de colocar o código de barras na NF-e. Afinal, ela vai facilitar o sistema de distribuição e logística da sua empresa.

 

 

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